Casamento
Maringá/PR
Nathan e Thamires - Civil
Casamento Civil Cristão no Cartório de Maringá (PR) com Registro Documental e Verdadeiro
Um amor que não precisou de palco para ser verdadeiro
Um casamento civil é muito rápido... Isso me obrigou a olhar com mais atenção. Não tem preparação, não tem entrada com música, não tem tempo de sobra. Tem duas famílias vestidas para a ocasião, alianças em cima de uma mesa de mármore e um celebrante entre as palavras oficiais e o afeto de quem conduz esse tipo de cerimônia há anos.
E foi.
No Cartório Maringá, o 5º Tabelionato de Notas e o 1º Registro Civil das Pessoas Naturais, em Maringá, no dia 10 de abril de 2026. Um salão de paredes brancas, cortina clara ao fundo, luz de teto que não favorece ninguém e por isso não engana ninguém. Nenhum cenário construído para a foto. Só o espaço que já existia, emprestado por poucos minutos para guardar um pacto.
A Thamires sempre foi aquela que ri fácil. Abre o sorriso inteiro assim que alguém chega pra abraçar, ri enquanto assina, sorri de novo nas palavras do celebrante. Em quase toda foto que tirei dela naquele salão, o rosto está aberto, sem pose, sem economia. Uma alegria que contagia...
O Nathan é mais contido. Segura a mão dela com firmeza, observa cada gesto da cerimônia sem pressa, sorri de um jeito mais fechado, mas constante. Não é frieza, mas sim é o jeito dele de estar ali inteiro, prestando atenção em cada palavra do celebrante antes de assinar o próprio nome.
É ela rindo. É ele complementando. É presença.
E é Cantares 8:7 respirando ali, sem que ninguém precisasse dizer em voz alta: "nem muitas águas poderiam apagar este amor, nem os rios afogá-lo". Não foi preciso um cenário grandioso para isso ficar evidente. Bastou a mesa, o documento e as testemunhas.
Fotografei quase tudo em cor, do jeito que a luz do salão realmente era, sem forçar um clima que não estava ali. Só guardei o preto e branco onde ele já existia, nos abraços de despedida na saída do cartório, porque ali a cor teria distraído de algo mais simples: duas pessoas se despedindo de um jeito de viver para começar outro. Nathan e Thamires não precisaram de produção para isso. Trouxeram o principal: verdade.
Para eles, esse dia não foi menor por ser "apenas o cartório". Foi o começo formal de tudo o que ainda vai acontecer. Para mim, foi a chance de testemunhar que compromisso, quando é de verdade, não depende do tamanho do palco para ser bonito.
Talvez o mais bonito de registrar o civil deles tenha sido justamente isso: perceber, mais uma vez, que o amor deles não cabe só numa data de festa… é aliança sendo selada, com simplicidade e verdade, diante do Senhor.